Review: DNA

Posted: quarta-feira, 6 de novembro de 2013 by Opinaleitor in Marcadores:
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Continuando a onda de reviews que eu estou realmente gostando de fazer, vou avaliar hoje o novo álbum das novas "queridinhas" da música britânica. A girlband Little Mix conseguiu ganhar o X Factor de lá e está se saindo bem com seu álbum de estréia. Não só no Reino Unido, como também nos EUA, onde conseguiram quebrar o recorde da eterna maior girlband de todos os tempos (eu realmente não preciso citar nomes, né?).
Começando o review pela foto de capa, como eu sempre faço hehe', vemos que elas apostaram no comum: colocar uma foto do rosto de cada uma. O legal é que está cada uma no seu quadrado e não mostra nenhuma hierarquia. Sinceramente, a capa não me surpreendeu, mesmo apostando nas cores vivas (marca registrada do grupo desde o X factor) não conseguiu transmitir nenhum pouco de originalidade. Digamos que também não  se saiu mal, afinal é uma capa agradável ao olhar e que irá atrair inúmeros adolescentes que só comprar o álbum pra ouvir a faixa 1.

1 - Wings
A faixa introdutória do álbum é o primeiro single da banda, tanto no Reino Unido quanto nos EUA. O motivo é simples, Wings é, definitivamente, uma obra prima pop. É extremamente chiclete e sem um conteúdo que vá te forçar a pensar. A faixa consegue atingir seu objetivo, sendo animada e mostrando um lado relaxado que todos os grupos estão tentando mostrar atualmente. Sim, provavelmente você vai ficar com o refrão na cabeça por bastante tempo.

2 - DNA
A segunda faixa é o segundo single, lançado apenas no Reino Unido. O motivo dele não ter sido lançado nos Estados Unidos é simples: a faixa é um pouco complexa para um debut, pra quem escuta na rádio uma vez perdida, ela não tem a capacidade de fixação que os singles que foram escolhidos. A música é bem produzida e tem um toque de ficção científica bem agradável. O sample da música realmente lembra o de alguns filmes scifi (e vídeos sobre teoria da conspiração). A faixa segue o tom puramente pop que o álbum iniciou e mostra diferenciações vocais, como uma imitação de canto lirico e um rap.

3 - Change your lifeA terceira faixa do álbum também é um single lançado apenas no Reino Unido. Novamente, não foge da fórmula feita pelos grupos atuais. A música é até bonita, mas a mensagem de auto-ajuda ficou forçada. Realmente parece uma música gospel sobre mudar a vida. Não conheço muito de Spice Girls, mas, pelo pouco que escutei, sei que essa música poderia estar em qualquer álbum delas e passar despercebida.

4 - Always be Together.
A segunda balada do álbum (não contando com DNA). A música começa com os vibratos extremamente exagerados de Jesy (eu realmente acho que ela podia maneirar um pouco). Os versos são totalmente apagados, mas o refrão é o ponto alto da música. O vocal é até bem trabalhado e consegue transmitir uma emoção mais verdadeira que a faixa anterior, mas, fora isso, não é uma faixa que se destacou para mim, além de estar totalmente mal posicionada (baladas sobre "vamos ser pra sempre amigas" não devem ficar no começo do álbum).

5 - Stereo Soldier
Enfim saímos do campo da auto-ajuda. A música começa tentando recuperar o ritmo que tentaram colocar no começo do álbum. Se essa fosse a segunda faixa do álbum, faria mais sentido, pois, mesmo sendo agitada, é fraca e sobreviveria melhor se fosse colocada à sombra de Wings. Até a batidinha de música de exercito não colou. Finalmente, é uma música boa para preencher espaço, mas novamente, está mal posicionada.

6 - Pretend It's OK.
Voltamos para o campo das baladas. Tudo bem que essa tem uma batida mais agitada que as outras duas e um ritmo mais elaborado, mas, mesmo assim, consegue tirar a pouca energia que a faixa anterior tentou passar. Entre as baladas do álbum, essa é a primeira a se sobressair. A letra é mais profunda que as outras e parece passar uma mensagem diferente da que é comumente utilizada em cds pop (porque não parece falar sobre um término comum... tem um tema mais fúnebre). Por fim, a posição dela no álbum ainda está errada, deixando parecer que gravaram várias músicas e colocaram em qualquer ordem.

7 - Turn your face
Uma faixa cheia de vibrato exagerado (Acredite, está ainda mais exagerado que o normal). É a quarta balada do álbum (ainda não estou disposto a classificar DNA como balada), porém essa é a primeira balada de verdade, diferente de todas as outras que tinham um sintetizador e uma batida para tentar disfarçar. Essa é aquela música para colocar no fone de ouvido e chorar enquanto espera o ônibus. Eu, como um grande amante de baladas nesse estilo, realmente gostei da música, destacando os vocais de Jade e Perrie que estão particularmente fantásticos.

8 - We Are Who We Are.
Esqueçam Stereo Soldier, essa deveria ter sido a música utilizada para trazer de volta a energia do álbum. A música não tem uma mensagem inovadora, mas o clima alegre traz uma sensação boa. É aquele tipo de música para se cantar segurando uma escova de cabelo enquanto olha pro espelho, mas é facilmente esquecida. Novamente, tenho que reclamar... não sou nenhum hater ou algo do tipo, mas os vibratos exagerados deixaram de ser algo "bonito" há muito tempo, alguém podia avisar a Jesy que ela pode cantar normal.

9 - How Ya Doin'?
Finalmente o clima do álbum voltou para o pop dançante que tinha iniciado ele. How Ya Doin'? é a escolha perfeita para o segundo single nos Estados Unidos, pois se trata de um pop misturado com um hip hop que te faz querer dançar. A versão americana da música é bem superior a versão do álbum britânico, fazendo a primeira parecer uma demo incompleta.

10 - Red Planet
Parece que estamos avaliando as duas primeiras músicas do álbum novamente, enquanto How Ya doin? faz o papel de Wings como pop dançante, Red Planet consegue ter o mesmo clima sci fi de DNA, porém de forma mais pop e bem sucedida. A música tem uma batida mais pop rock, mas ao mesmo tempo não foge da identidade da banda. Eu, sinceramente, não sei quem é T-Boz, mas ele fez um bom trabalho como participação especial.

12 - Going Nowhere.
Essa conseguiu se destacar como minha faixa favorita do álbum. A letra é uma crítica a homens desocupados e o ritmo latino deixou tudo com um toque mais maduro. A faixa representa bem a imagem de "girl power" que elas tentam passar em todas as músicas e se destaca por ser a mais diferente do álbum. Os vocais estão fantásticos, nada de exagero em vibratos e um beatbox fantástico, seguido por um rap (particularmente, achei desnecessário, pois foge do tema latino, mas mesmo assim foi bom ver esse tipo de inovação).

13 - Madhouse
A música segue a trilha de música agitadas que deveriam estar no começo do álbum (ou mais bem distribuídas). A ponte para o refrão é o ponto alto da música e o rap no final da música foi melhor colocado que o de Going Nowhere, além das risadas bizarras que deram o clima da música. É uma música boa, mas não é uma que se destaque das demais, é simplesmente uma música bem produzida cumprindo sua função.

14 - Love Drunk
O começo da música já te remete a um lado sexy totalmente inexplorado nesse álbum e, graças a Deus, é só o começo. A música muda completamente a cada verso, parecendo uma grande salada de ritmos. O ritmo de hip hop dos versos, em sua maioria, tem uma semelhança com Candy Shop do 50cent, mas não é algo negativo. O rap de Leight-Anne também está bem colocado. A faixa ao todo é confusa e, provavelmente, não é algo que você consiga escutar várias vezes.

15 - Make you Belive
Uma das faixas que poderia, facilmente, ser um single. A música pode até passar uma impressão primaria que ficaria bem em um álbum das Spice Girls, mas possui uma maturidade e uma pegada urbana que mostra que a identidade dessa música é exclusividade das garotas do Little Mix. Os vocais e as harmonias estão mais valorizados nessa faixa que em praticamente todas as outras do álbum.

16 - Case Closed
A última faixa original do álbum e, como já não tem balada suficiente, mais uma balada. Dessa vez, a balada vem acompanhada de um toque de hip hop que parece ser o estilo que fica melhor na voz delas. Talvez por ser a primeira balada bem posicionada do álbum, a música parece se destacar entre as outras, além do ritmo possibilitar um balançado de corpo divertido.

17 - DNA (Unplugged)
O ritmo fúnebre é bem mais presente que o sci fi nessa versão da música e o objetivo principal é atingido facilmente, mostrar o alcance vocal e a habilidade de canto das garotas. O mais incrível são os ad libs presentes no final da música e a harmonia no refrão. Provavelmente, esse é o grupo musical com melhores vocais brutos entre as girlbands e boybands dessa geração.

18 - We are young (acoustic)
Eu gostei da ideia de colocar um cover no álbum de um grupo que saiu do X factor. Embora eu tenha sentido falta de Cannonball, essa faixa é o que vai fazer com que os fãs se lembrem de onde elas vieram. O aproveitamento vocal é fantástico e, ouso dizer, que o vocal é mais agradável que a versão original. Destaque, novamente, para os ad libs e para os vocais crus, sem edição.

Notas.
Arte da capa: 2
Qualidade musical: 3
Adequação ao estilo: 4
Qualidade vocal: 3.5
Ordem das faixas: 1
Originalidade: 3
Nota final: 2.75

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